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Estamos trabalhando há muuuitooos dias sem acidentes…

SEGURANÇA

Dois gestores em Saúde e Segurança do Trabalho compartilham seus esforços para sempre bater esse recorde

Na recepção de cada andar do Ventura Corporate Towers, no Centro do Rio de Janeiro, o visitante da Shell Brasil Petróleo recebe um tablet para visualizar o “Plano de resposta à emergência”, com dicas de evacuação e salvamento em caso de incêndio. Daí logo se percebe o compromisso daquela empresa com Saúde e Segurança do Trabalho.

“Quando a gente trabalha com segurança do trabalho, a gente não está pensando somente na propriedade, mas, primeiramente, nas pessoas, porque bens materiais podem ser recuperados depois.
Vidas, não!”, explica a especialista em HSE (Health, Safety and Environment) para projetos e FM na Shell Brasil, Heloise Carneiro, há 12 anos “sempre alerta” só na empresa petroleira.

Quem faz coro com ela é o gerente da LCWM Engenharia de Segurança do Trabalho, Cristiano Zacarias, há quase o mesmo tempo prestando consultoria para as mais diversas organizações: “além de cuidar da prevenção de acidentes, verificando as instalações físicas de todos os espaços, investimos também em campanhas para precaução de doenças ocupacionais e de outras enfermidades, como ISTs e tipos de câncer”.

Tudo depende de acompanhamento, diálogo e estar próximo do trabalhador no local onde ele atua.
Cristiano Zacarias

 

Trabalho de equipe

Tanto Heloise quanto Cristiano, cada um de um lado do contrato de Saúde e Segurança do Trabalho, concordam que projetos dessa área não se implementam apenas por uma pessoa ou setor da empresa. Segundo ela, a investigação dos riscos de determinada atividade pressupõe o trabalho conjunto entre quem vai estipular a norma ou as regras e quem desempenha a função na linha de frente:

“Aqui na Shell, quando vamos elaborar documentos como ‘Análise e Permissão de Trabalho’ para atuar em situações de risco, nós reunimos uma equipe, incluindo o supervisor, o colaborador que vai ‘meter a mão na massa’, o técnico e o engenheiro de segurança. Todos juntos, porque é justamente aquela pessoa lá da ponta que vai dizer o passo a passo da atividade. E eu, como liderança de HSE, vou observar o quê? Como mitigar qualquer risco aparente de problema ou acidente”.

Cristiano acrescenta que “não existe mágica, um segredo para cumprir as metas de Saúde e Segurança do Trabalho. Tudo depende de acompanhamento, diálogo e estar próximo do trabalhador no local onde ele atua. E, apesar da parceria indispensável com os departamentos de RH, jurídico, produção, manutenção e Facilities, se não tivermos ainda o apoio do topo da liderança, todo o trabalho perde força”.

Quando a gente trabalha com segurança do trabalho, a gente não está pensando somente na propriedade, mas, primeiramente, nas pessoas, porque bens materiais podem ser recuperados depois. Vidas, não!
Heloise Carneiro

 

Modelo híbrido

Com arcabouço legal de 45 anos no Brasil (portaria 3.214/78 do Ministério do Trabalho), ainda há muito o que se discutir sobre Normas Regulamentadoras – sobretudo em virtude do crescimento da jornada híbrida de trabalho. De acordo com Cristiano, “até já existem rascunhos na legislação, mas nada foi promulgado tratando especificamente das minúcias dessa nova modalidade”.

E por “minúcias” devem ser entendidas demandas que o home office veio trazer: “antes o funcionário estava no escritório, assistido por condições ergonômicas, acústicas, térmicas e luminosas recomendadas. E agora? Como garantir sua segurança no ambiente remoto?”.

Outro desafio é lembrado por Heloise e, nesse caso, dentro da própria empresa: “antigamente nós tínhamos um grupo de emergência completo full time presencial, com brigadistas, socorristas e ‘padrinhos e madrinhas’ de cadeiras de evacuação. Com os turnos flexíveis, a disponibilidade desses colaboradores treinados vem sendo monitorada a cada dia”.

Comunicação assertiva

O lema “comunicação é a alma do negócio” também está em alta por aqui. Não por acaso Heloise costuma incentivar os colaboradores a reportarem qualquer situação de risco que perceberem, seja em casa ou no escritório. Com relação às orientações passadas, ela enfatiza que “não adianta preparar um documento lindo e maravilhoso se a sua equipe não conseguir apreender o que estiver escrito lá, o que você planejou”.

O que Cristiano bem sintetiza como “personalização”: “se você não estuda seu público-alvo, pode trazer o assunto certo, mas de maneira errada. Então, reconheça seus interlocutores e personalize sua mensagem para obter engajamento e sucesso: vale contar histórias, ambientar as informações no cenário de cada setor, para que todos se sintam parte daquilo que você estiver falando”.

No fim das contas, o que se pretende ao término da jornada é que os trabalhadores voltem bem para casa – ou que permaneçam sãos e salvos nela. Afinal, como diz a música: “É preciso estar atento e forte!”.

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