CARTA AO LEITOR
Quase um mês depois do Carnaval, quando dizem que o ano começa de fato, entregamos para você nossa primeira edição do ano. É bem verdade que já vínhamos trabalhando nela desde o início de novembro, logo assim que nos despedimos (temporariamente) de São Paulo, onde vivenciamos o 5º FM Connection. Aliás, diga-se de passagem, foi lindo ver e sentir aquela plateia lotada, em nossa primeira vez na capital paulista. Obrigado, terra da garoa!
Mas voltando à nossa edição do momento, sendo distribuída em nosso retorno ao Rio de Janeiro – ou às nossas origens –, essa, talvez, tenha dado um pouco mais de trabalho. Daí tanto tempo de dedicação e de produção. Também, acreditamos, dessa vez, ter resolvido abordar um tema muito mais sensível, repleto de nuances e subjetividades. Imagine o que é falar sobre gestão e, ainda para complicar, de conflitos em FM?!?
E tome sobra de “pano para manga” quando começamos a elencar todos os caminhos que poderíamos seguir, desde o ponto de vista daquele que contrata até as impressões de quem está na outra ponta, prestando os serviços. E ainda tinha a questão de considerar o que seria conflito interno, íntimo e pessoal, e o que cairia nas “raias da loucura” das relações interpessoais e hierárquicas. E aí… senta que lá vem história!
Narrativas envolvendo a maternidade e suas interfaces com carreira profissional, os dilemas quando se deixa de ser par para se tornar chefe, o olhar perspicaz sobre as demandas do cliente para minimizar “saias justas”, a necessidade de escuta pré-disposta para prestadores e fornecedores comprovarem a qualidade do que oferecem, a comunicação fluida e transparente entre todas as partes para abafar ruídos ensurdecedores. Enfim, uma série de contextos e pretextos para transitar, com segurança e assertividade, pela seara das relações humanas e corporativas, não necessariamente nessa ordem.
E muitas angústias vieram à tona, mas também bastante celebração de conquistas. Até porque ouvimos dizer que conflitos, por vezes, podem vir para o bem, para despertar novos modos de operação ou gerar desfechos os mais positivos possíveis. Quando ouvimos também palavras como superação, empatia, respeito, resiliência e equilíbrio, o valioso e fundamental equilíbrio.
Então, dispensemos mais apresentações para fazer o convite de você mergulhar nas páginas seguintes e refletir conosco sobre os dilemas existenciais que acabam ocasionando embates profissionais. Como não é nada fácil embarcar nessa egotrip, tampouco numa viagem pelos meandros do mundo corporativo, avalie com moderação. Qualquer coisa, estaremos sempre aqui de olhos, ouvidos e braços abertos. Boa leitura!